Na noite desta quarta-feira, 16 de dezembro, a Editora UFMG vai lançar no Rio de Janeiro o livro Caderno de poesias, que reúne poemas, canções e textos ficcionais selecionados pela cantora e compositora Maria Bethânia. O lançamento será na Livraria da Travessa (Shopping Leblon -Avenida Afrânio de Melo Franco, 209). O telefone para informações é o (21) 3138-9600. A noite de autógrafos será realizada das 19h às 20h30.
O livro, ilustrado com obras de renomados artistas plásticos brasileiros, é acompanhado de um DVD, produzido pelo selo Quitanda Produções. No disco, Bethânia interpreta os textos reunidos no volume.
As interpretações são ilustradas com recursos de animação gráfica. O designer e cenógrafo Gringo Cardia assina a direção do vídeo e o projeto gráfico do livro.
 Além das citações, o livro conta com um pequeno dicionário com perfis dos poetas, ficcionistas e músicos citados, além de uma compilação de personagens históricos que combinaram produção intelectual e luta política nos últimos quatro séculos no Brasil.

Inspiração
Wander Melo Miranda, diretor da Editora UFMG, explica na nota de abertura que a obra foi concebida sob inspiração do espetáculo Leitura de textos e poemas reunidos, que Bethânia montou em 2009 no contexto do projeto Sentimentos do mundo, da UFMG. “A publicação deste volume, no momento da comemoração de 50 anos de uma luminosa carreira artística, reafirma a importância do seu trabalho para a cultura brasileira”, escreveu.
No ensaio com que prefacia a obra, a professora do Departamento de História da UFMG Heloísa Starling fala sobre Bethânia, em sua atuação artística, ter construído uma forma característica de escrita, “ancorada nos diferentes territórios que formam a tradição letrada, tradição escrita, tradição do livro e tradição oral da poesia cantada no país”. Para Heloísa, o livro explicita de que modo Bethânia “soube recorrer a essa escrita para elaborar uma visada própria sobre o Brasil – e sobre os dilemas, os limites e as possibilidades da formação social brasileira”.
Heloísa acredita que o leitor de Bethânia vai encontrar no seu Caderno de poesias diversos sinais indicativos de uma “brasilidade mestiça que quebra silêncios, nomeia a segregação e enxerga a invisibilidade de uma produção marginal e subalterna”. Trata-se, segundo Starling, de obra que aponta “para o modo social de invisibilidade do brasileiro, ainda em funcionamento após mais de 30 anos de consolidação da mais longa experiência democrática nacional”.

Agência de Notícias UFMG

Editora da Universidade Federal de Minas Gerais

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